Vídeo do resgate de idoso sequestrado em Barra Velha, ele foi encontrado em Itajaí

Sequestradores presos/Fonte:Diarinho

ITAJAÍ – Durou 36 horas o sequestro do aposentado João Terca Hoegen, 92 anos. Ele foi rendido na casa onde mora em Barra Velha, na última quarta-feira, e mantido em cativeiro até a manhã de sexta-feira, quando a polícia Civil o libertou antes do pagamento do resgate.
O cativeiro, curiosamente, ficava bem em frente ao quartel dos bombeiros no bairro Fazenda, em Itajaí. O bando pedia R$ 50 mil de resgate. Um dos envolvidos no crime trabalhava como cuidador do velhinho.

O sequestro foi na noite de quarta-feira, no bairro Medeiros, zona rural de Barra Velha, onde o velhinho morava com o cuidador. Era por volta das 23h, e seu João já tava deitado. Do quarto, a vítima contou que chegou a ouvir o cuidador conversando com outras pessoas, mas não desconfiou de nada. Na mesma noite, ele foi feito de refém e levado pelo bando em um carro. O primeiro cativeiro foi numa casa no bairro Monte Alegre, em Camboriú.

Com medo das investigações da polícia, o bando teria trazido a vítima pra Itajaí na quinta-feira à noite. João estava preso em um quarto nos fundos da casa 1853, na avenida Sete de Setembro. Ele chegou a sofrer alguns hematomas por ter sido agarrado com violência, mas está bem de saúde. No cativeiro, ele não ficava amarrado.

Assim que foi libertado pela polícia, ele se reencontrou com os filhos. No momento do resgate, ele se emocionou e se assustou com a movimentação, mas estava lúcido e consciente do que tava ocorrendo. “Ele contou que rezava e acreditava que tudo ia se resolver bem, só não achava que seria tão rápido”, relatou o delegado Anselmo Cruz, da Deic.

Abaixo o vídeo sobre o sequestro:

Pediram resgate pelas redes sociais

No primeiro contato com a família, os bandidos encaminharam um vídeo pelo WhatsApp pedindo R$ 50 mil. Na filmagem aparece o velhinho e o cuidador, que de olhos vendados como se tivesse também sido sequestrado, fazia “um apelo” aos familiares.

“Josué, Terezinha, aqui é o Edson. Eu e teu pai fomos sequestrados. Não é brincadeira. Não sei quem são, trataram nós bem até agora. E eles tão querendo R$ 50 mil na minha conta, Josué, até às 11h da manhã aqui no Brasil”, dizia o cuidador.

O vídeo foi mandado para um dos nove filhos da vítima que tá viajando na Europa. Inicialmente ele não acreditou na história. Depois, os outros filhos passaram a ser contatados, também, pelos bandidos.

Os contatos foram pelo Facebook, WhatsApp e telefone. Nas mensagens, os sequestradores faziam ameaças de morte.

A polícia iniciou a investigação na manhã de quinta-feira, quando as tratativas de resgate já estavam rolando.

Casebre em plena avenida

O delegado Anselmo Cruz, da divisão de Roubos e Antisequestro da Deic, contou que os policiais passaram a juntar informações até chegar a localização do cativeiro, na movimentada avenida Sete de Setembro.

Na investigação, a polícia descobriu que o cuidador estava envolvido. A operação pra prendê-los teve início por volta das 11h de sexta-feira.

Eles foram abordados em um Chevrolet Onix, vermelho, que tava estacionado em frente ao cativeiro.

A abordagem rolou após os policiais fazerem campana no quartel dos bombeiros.
Um casal que morava no conjunto de casinhas vizinhas chegou a ser detido, mas eles não tinham nada a ver com o crime.

Família não pagou resgate

Segundo o delegado Anselmo, a família da vítima é de classe média e não tinha nem dinheiro para pagar o resgate. Nenhum valor chegou a ser entregue pelos familiares.
O delegado informou que o cuidador ajudou a planejar o crime. “A família acreditava nele, que tinha informações privilegiadas por conta do convívio”, explica. Há mais de um ano o cuidador trabalhava na casa do idoso.

A polícia não divulgou a identificação dos sequestradores, que seriam interrogados ainda na sexta-feira, antes de serem levados ao presídio. No grupo tem um homem paraguaio. Os suspeitos estariam metidos com outros crimes. Serão indiciados por crime de extorsão mediante sequestro.

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