Vereadores de Indaial sugerem repasse do valor economizado pelo Legislativo para o Hospital Beatriz Ramos

INDAIAL – Depois da explanação da real situação financeira do Hospital Beatriz Ramos na tribuna da Câmara, feita pelo presidente do H.B.R Edson Roberto Milbratz, o Gelinho, todos vereadores de Indaial concordaram que fosse sugerido ao prefeito André Moser, que parte do recurso financeiro economizado neste ano de 2018 na Casa Legislativa , cerca de 1,9 milhões que serão devolvidos aos cofres da Prefeitura, sejam repassados para o pagamento do décimo terceiro e do abono de férias dos colaboradores do Hospital.

Judson Lima/Foto:Reprodução

A diretoria do Hospital agradeceu o empenho de todos os vereadores, e informou que caso a Prefeitura faça o repasse desse recurso, o valor seria uma espécie de antecipação para manter a condição operacional, através desse pagamento dos serviços.

Cabe agora ao executivo municipal, através do prefeito André Moser (PSDB) definir se seguirá ou não a sugestão dos vereadores.

Judson Lima/Foto:Reprodução

Durante a prestação de contas, Edson Gelinho, informou que hoje o H.B.R não tem dívidas a pagar de nenhum empréstimo, pois essas contas foram pagas com os recursos oriundos da Uniasselvi , que repassou recursos em decorrência da aprovação do projeto que concedeu incentivos fiscais.

Hoje, o Hospital Beatriz Ramos, tem uma dívida de mais de R$ 7,7 milhões, débitos com dívida junta a Celesc, cerca de R$ 1,2 milhões, pagamentos de fornecedores R$ 587 mil e dividendos com Impostos que chegam a mais de R$ 5,9 milhões.

Os vereadores ficaram sabendo que na verdade uma das causas da não equacionalização financeira do H.B.R está no déficit existente no repasse para o pagamento da Produção Pronto Socorro, hoje, a União através do Fundo Nacional repassa ao Estado, que posteriormente envia o recurso ao Fundo Municipal que paga R$ 48 mil reais, para pagamento como prevê o contrato de prestação de serviço, porém o Hospital vem produzindo em média mais de R$ 100 mil por mês em serviços.

Estado cobra devolução de recursos, mas recusa a aumentar contrato

Judson Lima/Foto:Reprodução

No ano de 2014 foi realizada uma auditória referente ao de 2013 pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS, que apontou irregularidades na ausência de descrição médica nos prontuários cirúrgicos no H.B.R.

A direção do Hospital comprovou que os procedimentos cirúrgicos foram feitos, inclusive o H.B.R. comprovou o pagamento do profissional médico e compra de material.

Ocorreu é que, apesar de receber e executar o procedimento cirúrgico, alguns médicos simplesmente não faziam a descrição por escrito no prontuário, os envolvidos foram afastados.

Na época, o Beatriz Ramos foi notificado a devolver ao Fundo Nacional de Saúde o valor de cerca de R$ 888 mil reais, hoje a Secretaria de Estado e Saúde cobra o valor corrigido na casa dos R$ 1,3 milhões de reais.

Judson Lima/Foto:Reprodução

Se por um lado o Governo Estadual cobra o ressarcimento financeiro, por procedimentos que comprovadamente foram feitos, e o que na verdade faltou foi somente a descrição em prontuário, esse mesmo Governo emitiu nota dizendo que por falta de recursos, não pode aumentar o valor do contrato.

Existem informações de contratos no mesmo molde do Fundo Estadual com o Beatriz Ramos, e que tiveram aumento real com intervenção de prefeitos em outras cidades do Vale do Itajaí.

Judson Lima

você pode gostar também
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.