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Sessão da Alesc tem crítica a “estupro culposo” e cobrança pela Operação Veraneio

Por Judson Lima

POLÍTICA – Deputados criticaram veementemente a decisão sui generis da Justiça barriga verde de considerar estupro culposo um caso de conjunção carnal sem consentimento e cobraram notícias da Operação Veraneio na sessão virtual da Assembleia Legislativa.

“Estou indignado com uma matéria que a pouco o site Intercept publicou. Falar que teve estupro culposo, que estuprou sem vontade. Espera lá, vou falar de um caso antiguinho, da Mariana Ferrer, que disse que foi estuprada numa casa de eventos chic aqui de Florianópolis. Imagine que a Justiça quer dizer que o estupro foi culposo, que (o estuprador) não estava com intenção de estuprar”, ironizou Kennedy Nunes (PSD).

O deputado exibiu vídeo do julgamento, avaliou que a vítima foi desrespeitada pelo advogado do acusado e criticou a postura passiva do juiz e do promotor.

“A vítima é escrachada e ninguém ali, nem o juiz, nem o promotor público falou nada, permitiram esse escracho. Meu repúdio total ao advogado, pela ação que fez. E meu repúdio a este fato, tem de acabar com essa vergonheira da Justiça”, propôs o representante de Joinville.

Marcius Machado (PL) concordou com Kennedy.

“A menina foi esculachada e o juiz e o promotor ficaram quietos”.

Por outro lado, o deputado Carlos Humberto (PL) cobrou notícias da Operação Veraneio, haja vista a proximidade do início da temporada de verão 2021.

“Receberemos mais de três milhões de visitantes e nesta época já tínhamos notícias da Operação Veraneio, de quantos policiais viriam para a região fazer o complemento. Já pedi audiência à governadora e até gora não recebemos resposta, já estamos em novembro, não temos mais tempo, é muito importante para todo litoral catarinense, mas estou falando especificamente do litoral Norte e infelizmente não estamos obtendo respostas”, relatou Humberto.

O deputado destacou o fato de que Balneário Camboriú conta com apenas 104 policiais militares, número insuficiente para manter a lei e a ordem na cidade vertical.

“Não temos como dar segurança para as pessoas que toda semana estão lá, é impossível, é muita gente. Vai acabar ocorrendo um problema mais sério, precisa de efetivo, os policiais estão fazendo tudo o que é possível”, enfatizou Humberto.

Sargento Lima (PSL) apoiou o colega e comentou a falta de efetivo na Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

“São várias cidades, consigo listar umas cinco ou seis em que todo efetivo é inferior ao de um único prédio em Florianópolis. Em Araquari há uma única viatura e algumas cidades, a partir do ano que vem, vão ficar sem efetivo e são dessas cidades que vêm policiais para participar da Operação Veraneio”, previu Lima.

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