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Sebrae/SC se reúne com produtores de cachaça e banana de Luiz Alves para debater Indicação Geográfica

Por Judson Lima

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LUIZ ALVES – O Sebrae/SC se reuniu com os produtores de cachaça e banana do município de Luiz Alves para aprovar documentos que compõe o dossiê do pedido de registro de Indicação Geográfica (IG) dos dois produtos e debater os ajustes finais dos selos na última sexta-feira (17). O encontro com os produtos de cachaça aconteceu no auditório da Prefeitura e com os bananicultores na Sociedade Esportiva e Recreativa Faixa Azul.

A primeira reunião foi realizada com a Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves (APCALA), que aprovou o caderno de especificações técnicas para receber o selo de Indicação Geográfica. O documento aponta Luiz Alves como a Capital Catarinense da Cachaça, com produção artesanal, identidades e variedades coloniais. Na ocasião, os produtores aprovaram o novo estatuto da associação, que caracteriza a entidade como requerente da indicação geográfica, tornando o produto origem do território.

       Foto:Bianca Pereira

No local também foi apresentada as pesquisas realizadas pela UFSC com as leveduras da cachaça e aguardente de Luiz Alves, que apontam uma característica única na bebida. Com a Indicação Geográfica (IG) do produto, o produtor será protegido e a cachaça passa a ter proteção contra falsificações, fortalecendo o associativismo e renome já conquistado no mercado, além de abrir novas oportunidades, ampliar os mercados e promover o turismo.

Segundo o Secretario de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz Alves, Ronivandro Edson Piccini, o principal objetivo do pedido de indicação geográfica é acabar com a pirataria da bebida e diferenciar a banana no mercado. “Queríamos uma ferramenta que os produtores pudessem usar para vender como produto original de Luiz Alves. Com o selo, os produtores terão uma ótima oportunidade de ampliar os negócios com um produto único e assim fortalecer o turismo com a rota da cachaça no município e vender a banana com qualidade luizalvense”, destaca.

A reunião com os produtores da Associação de Bananicultores de Luiz Alves (ABLA) discutiu as regras da produção da fruta no município e a mudança que o selo de indicação geográfica trará para Luiz Alves. A associação também aprovou o novo estatuto da associação e o caderno de especificações técnicas, que caracteriza a entidade como requerente da Indicação Geográfica, tornando a banana de qualidade e fazendo com que seja reconhecida no mercado.

O selo de Indicação Geográfica (IG) da banana irá melhorar a organização da cadeia produtiva, fortalecer o associativismo, proteger o produtor com direito ao uso da IG e controlar o produto contra falsificações, ajudando a desenvolver novos mercados. Além disso, com o selo, haverá o fortalecimento do produto e o território, desenvolvendo novos ativos econômicos no entorno da cadeia produtiva, como turismo, outras indústrias e produtos derivados.

De acordo com o Gerente Regional do Sebrae da Foz, Alcides Sgrott Filho, o selo de Indicação Geográfica reconhecerá os produtos de qualidade da região. “A parceria entre Sebrae/SC, Prefeitura Municipal e Associação da Cachaça e da Banana é muito importante para continuar fortalecendo o setor agropecuário, ampliar a divulgação dos produtos e incentivar o empresário mostrando que o produto dele é referencial nacional. Com o selo, Luiz Alves receberá mais turistas e movimentar ainda mais a economia local”, destaca.

Indicação Geográfica (IG)

A Indicação Geográfica tem o objetivo de apontar a origem geográfica de um produto, que apresenta uma reputação ou qualidade única, atribuída aos recursos naturais como solo, vegetação, clima e os recursos humanos como a organização da cadeia produtiva, a cultura e o saber fazer. Esse reconhecimento pode ser realizado em uma das duas formas de registro: a Indicação de Procedência (I.P), quando o nome geográfico da região o tenha tornado conhecido pela produção ou a Denominação de Origem (D.O), que utiliza o nome geográfico identificando o produto por suas características exclusivamente relacionadas ao meio geográfico, por fatores naturais e humanos.

Fonte: Namídia

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