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Santa Catarina aumenta fiscalização em veículos para manter rebanhos livres da peste suína

Os veículos transportadores de animais, produtos e subprodutos de origem animal que estiverem sujos não poderão entrar em Santa Catarina

SANTA CATARINA – Maior produtor de suínos do Brasil, Santa Catarina reforça os cuidados para manter seus rebanhos livre da peste suína clássica. Na última semana, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural publicou uma Portaria reforçando os controles em veículos que entram no estado. A medida é necessária porque a região Nordeste registra focos da peste suína clássica em três estados: Piauí, Alagoas e Ceará.

Foto Flavia Maria de Oliveira/ Arquivo/ Secom

Segundo a Portaria SAR 62/2019, veículos que vierem do Nordeste transportando animais, produtos e subprodutos de origem animal devem obrigatoriamente parar nas barreiras sanitárias da Cidasc para que o veículo passe por procedimento de desinfecção. Isso vale também para os veículos que não estiverem carregados.

“Os focos de peste suína clássica em três estados do Nordeste acendem um sinal vermelho para Santa Catarina. É hora de redobrarmos nossos esforços para garantir a saúde dos rebanhos do nosso estado. Contamos com o apoio de todos”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

Os veículos transportadores de animais, produtos e subprodutos de origem animal que estiverem sujos não poderão entrar em Santa Catarina. Além disso, para quem for transportar animais para fora do estado, é obrigatório o registro da placa do veículo nas Guias de Trânsito Animal (GTA).

Segundo equipe técnica da Cidasc, a Portaria foi elaborada após estudos sobre a movimentação de animais com destino à região Nordeste e o fluxo de veículos que transitam em áreas não livres de peste suína clássica.

Suinocultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. O estado é referência internacional em saúde animal, tendo certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, junto com o Rio Grande do Sul, zona livre de peste suína clássica.

No primeiro semestre de 2019, o estado exportou 201,6 mil toneladas de carne suína, 44,5% a mais do que no mesmo período de 2018. Esse volume gerou um faturamento de US$ 392,5 milhões. Em termos de quantidade, Santa Catarina respondeu por 58,7% das exportações brasileiras do produto.

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