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Peninha pede à ministra Tereza Cristina aprovação de novo defensivo agrícola para a produção de cebola

Por Eduarda Molossi

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SANTA CATARINA – A próxima safra de cebola e alho no Brasil pode ser comprometida pela falta de um defensivo agrícola utilizado no cultivo, já que ele não será mais produzido pelo fabricante. O deputado Rogério Peninha (MDB/SC) já fez chegar um pedido até a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, para que acelere a análise do produto que pode substituí-lo, considerado a única alternativa viável, e a liberação aconteça a tempo para a safra 2022.  “É uma situação séria, corremos o risco de desabastecimento”, alerta Peninha.

Há anos, os produtores vinham utilizando um composto à base de ioxynil octanoato, de nome comercial Totril, para combater ervas daninhas sem danificar a planta. Acontece que o fabricante anunciou que a produção será interrompida e o defensivo não será mais comercializado na próxima safra, deixando os agricultores sem uma alternativa financeiramente viável e que não prejudique a planta.

Segundo os especialistas, vários herbicidas já foram testados e apenas um específico mostrou-se eficiente. O deputado Peninha, que é engenheiro agrônomo e já trabalhou junto aos produtores, disse que foi informado pela Anace (Associação Nacional dos Produtores de Cebola) que a empresa fabricante do defensivo substituto já protocolou no Ministério da Agricultura pedido para registro de formulado equivalente ao Trotil, com todos os estudos e documentos exigidos para sua aprovação.

“A cebola e o alho estão presentes nas cozinhas de todos os lares brasileiros. Se a produção for prejudicada, vai interferir diretamente no preço no supermercado. Temos milhares de produtores que dependem deste cultivar. A análise precisa ser rápida, porque depois de aprovado a empresa tem que importar o produto e fazer chegar aos fornecedores aqui no Brasil”, explica Peninha.

Produção no Brasil e em SC

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de cebola. A produção no país ocupa uma área cultivada de 63 mil hectares. Quanto aos estados brasileiros, Santa Catarina é o maior produtor nacional de cebola. O volume de produção é de 523 mil toneladas de bulbos, segundo a Epagri.

A cultura tem uma grande importância econômica para o Estado, especialmente no Alto Vale do Itajaí.  O município de Ituporanga, localizado nesta região, é responsável por 12% do abastecimento de cebola em todo o território brasileiro. É reconhecido como Capital Nacional da Cebola por meio de um projeto de lei do deputado Peninha (PL 4176/12).

“A falta deste insumo pode comprometer a competitividade no mercado e fazer com que os produtores, todos da agricultura familiar, produzam menos e percam renda. A aprovação do novo produto tem que acontecer até setembro de 2021”, destaca o parlamentar.

Peninha é membro da Frente Parlamentar Agropecuária e disse que vai acioná-la caso seja necessário interceder na questão.

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