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Paralisação do transporte coletivo em Blumenau

BLUMENAU – Os ônibus que circulam em Blumenau não saíram dos terminais nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (31), causando transtorno a centenas de usuários do transporte público. Os terminais ficaram lotados de passageiros que tiveram que aguardar até as 6h da manhã , quando os circulares começaram a trafegar.

Judson Lima/Foto: Belmiro Avancini/Rádio Menina

Um entrave de negociações entre a BluMob – Transporte Coletivo Urbano de Bauru, que é um operador de serviço de transporte público responsável pelas rotas de Ônibus de Blumenau, Sindetranscol  e Seterb/Prefeitura foi apontado com uma das justificativas para a paralisação até as 6h desta quinta-feira.

 

Abaixo confira as informações que o Sindetranscol postou em suas redes sociais.

O DESAFORO DOS PATRÕES
Representantes patronais não comparecem à reunião marcada para esta quarta-feira (30) com o Seterb/Prefeitura

Até parece brincadeira de criança, mas é puro desrespeito com a categoria e com os usuários do transporte coletivo da cidade. Sem nenhuma explicação, os representantes da Piracicabana/Blumob não compareceram à reunião com os representantes do Seterb/Prefeitura. Uma reunião que foi proposta e agendada pela empresa.

Temas importantes como a mudança da data-base, a mudança da nomenclatura de cobrador para agente de bordo e as condições de trabalho em terminais seriam discutidos nesta reunião.

A direção do Sindicato concordou com o encontro, mesmo adiando em uma semana a definição da negociação, porque sempre criticou a ausência do poder público municipal nas negociações coletivas da categoria e porque sempre apostou no diálogo e tem responsabilidade com o interesse público.

Na verdade foi só enrolação, um jogo de cena que revela a estratégia da empresa de fazer pouco caso das reivindicações da categoria e querer levar a definição da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para a justiça, buscando vantagens que podem penalizar os trabalhadores.

MENTIRAS E ENROLAÇÃO, NÃO!
EXIGIMOS RESPEITO!

Nossa data-base é 1º de novembro. Isso significa que nossa nova CCT deveria estar assinada até esta quinta, dia 31.

A proposta concreta apresentada até agora pela empresa é repassar apenas o INPC de setembro (2,92%), ou seja, referente a 11 e não 12 meses de inflação, SEM AUMENTO REAL DE SALÁRIO, CORTANDO O ANUÊNIO E VAGAS DE COBRADORES.

Para quem tem dúvidas, basta assistir aos vídeos das reuniões de negociação que estão disponíveis na página do sindicato no facebook. Aliás, os encontros foram transmitidos ao vivo, por iniciativa do sindicato, para que todos possam acompanhar com total transparência.

Quem sempre nos acusou de “conluio) com os patrões/prefeitura, tem agora a oportunidade de se retratar ou só passar vergonha.

A CATEGORIA PRECISA SER RESPEITADA.

Estamos há dois anos sem aumento real de salário, enquanto a empresa já começou a operar ganhando reajustes de tarifas acima da inflação. Sem falar na redução de horários e custos que o antigo Consórcio Siga tinha.

Não aceitaremos nenhuma redução de direitos ou cortes de vagas de trabalho.

É hora de lutar por respeito e valorização!

SINDETRANSCOL | SINDICATO DE LUTA!
DATA-BASE: CAMPANHA SALARIAL 2019/2020

 

Acompanhe Comunicado Blumob

Nesta quinta-feira, 31 de outubro, sem qualquer comunicação prévia, desrespeitando milhares de usuários e a legislação, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo promoveu greve, paralisando integralmente o sistema de transporte coletivo de Blumenau desde as 3h. Toda a estrutura pronta para prestação dos serviços foi bloqueada nos terminais e garagem.

A convenção coletiva da categoria encontra-se plenamente respeitada e ainda em vigor. Reuniões foram realizadas nos últimos dias e a negociação salarial encontra-se em andamento, inclusive com propostas em mesa e tentativa de novas rodadas na próxima semana, sem qualquer necessidade de promover prejuízos à sociedade como ocorreu.

O sindicato reivindica aumento real de 5%, além da reposição pela inflação, o que resultaria em quase 8% de reajuste salarial. Além disto, aumento de 10% no vale alimentação mensal (R$ 880,00), alteração da data base e mudança na nomenclatura dos cobradores. Solicita ainda revisão de dezenas de cláusulas da convenção coletiva.

Cientes de que todo o custeio da tarifa recai sobre o passageiro pagante e que só o reajuste salarial proposto impactaria a tarifa em aproximados 22 centavos, sem contar ainda demais pontos solicitados, evidente a necessidade de discussão do tema com responsabilidade e razoabilidade.

Nos últimos anos foram concedidos aumentos corrigidos pela inflação, além de avanços em benefícios. Os salários também tiveram reajuste real de 1% anualmente, conforme consta da convenção coletiva, ou seja, sempre com aumento real e em condições mais privilegiadas que a grande parte das categorias.

A proposta da empresa foi de renovar todos os termos da convenção coletiva, reajustando salários e benefícios pela inflação de 12 meses, aguardando índice do INPC de outubro, como é praxe. Proposta alternativa para avanço em outros pontos foi colocada em mesa e em ata, permitindo assim que pontos sejam negociados entre as partes.

A empresa confia na via negocial, disposta a continuar discutindo os temas, sem prejuízos à cidade e aos funcionários. As medidas judiciais serão tomadas considerando a ilegalidade da greve.

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