A notícia além do olhar técnico!

Operação que apura caixa dois no Sul do Estado é desdobramento de investigação de 2016, afirma delegado

POLÍTICA – A Operação República Velha, realizada nesta sexta-feira em Criciúma, é um desdobramento de uma outra ação, deflagrada no ano passado em Içara, município vizinho. Em maio de 2016, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, além de mandados de condução coercitiva. A Operação Confidentia apurou crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro envolvendo três agentes públicos, dois do Legislativo e um do Executivo municipal.

A relação direta entre as operações Confidentia e República Velha não foi detalhada pela Polícia Federal, mas foi confirmada pelo delegado Rafael Broietti. Ele foi o responsável por coordenar a ação realizada na manhã desta sexta-feira, e repassou a informação. Documentos recolhidos na época e o que foi dito pelos acusados podem ter levado a investigação a encontrar indícios de outros delitos, que deram origem à operação realizada hoje.

O vereador denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na Confidentia, Márcio Dalmolin (PSD), foi reeleito e ocupa uma cadeira no Legislativo içarense até 2020. Como ele ainda é denunciado, só pode sofrer as sanções de uma possível pena depois que o processo for julgado. Dalmolin disse que não tem relações com a secretária de Justiça e Cidadania Ada Faraco de Luca (PMDB), investigada na Operação República Velha, e que só conhece ela de vista.

— Nem imagino o porquê dessa relação que o delegado fez, sou PSD e não tenho nenhum vínculo com ela, nem relações políticas — resumiu o vereador.

Operação Confidentia

Em novembro de 2016, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia pela prática do crime de peculato contra o vereador Márcio Dalmolin e outras cinco pessoas. Segundo o promotor de Justiça Marcus Vinicius de Faria Ribeiro, uma assessora repassava ao vereador parte do salário para saldar dívidas pessoais e de campanha eleitoral, que segundo a polícia utilizavam “laranjas” para receber o dinheiro.

Além de peculato, os denunciados devem responder pelo crime de lavagem de capitais. A denúncia foi recebida pela Justiça em dezembro, e quase um ano depois, o processo ainda está em fase de apresentação de defesa.

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.