Museus públicos retomam atendimento em Blumenau

Visitas individuais devem respeitar protocolo de segurança sanitária e os grupos precisam agendar o passeio por telefone.

BLUMENAU – Os museus mantidos pela Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais (SMC) – Família Colonial, de Artes (MAB) e Mausoleu Dr. Blumenau – voltam abrir ao público nesta terça-feira, dia 5 de janeiro. O atendimento de terças a domingos, das 10h às 16h, vai seguir protocolos de segurança sanitária, como o uso de máscaras e álcool em gel, agendamentos prévios e distanciamento. Apenas o Museu de Hábitos e Costumes permanecerá temporariamente fechado.

A abertura dos espaços e sua continuidade acompanham a situação da evolução do Coronavírus na cidade, obedecendo a legislação e os órgãos de saúde competentes, bem como a ocupação de 75% para o nível grave da Matriz de Risco, conforme prevê decreto estadual.

É no Mausoléu Dr. Blumenau, inaugurado em 1974, que estão depositados os restos mortais do fundador da cidade, Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899), e de seus familiares. O local também recebe exposições regulares, como a que atualmente está em cartaz: “Simão Gramlich: percursos arquitetônicos em Blumenau”. A mostra conta a trajetória do arquiteto no Brasil, especialmente os 36 anos em que ele viveu na cidade. O projeto proposto por Iara Claudineia Stiehler Coninck foi aprovado no Edital 005/2017 do Prêmio Herbert Holetz e conta com patrocínio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura (FMAC). A entrada é gratuita.

Gramlich recebeu o título de arquiteto de catedrais por causa dos projetos que desenvolveu para templos religiosos no Sul do Brasil. Seu talento pode ser observado na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, em Gaspar, na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, em Itajaí, na Igreja Matriz São João Batista, em São João Batista, na Igreja Nossa Senhora de Azambuja, em Brusque, entre outras.

Em Blumenau, as obras do arquiteto foram voltadas para construções residenciais, industriais e comerciais. Como exemplo, os prédios que abrigaram a fábrica de Chapéus Nelsa, de papelão de Hans Disse e de doces de Hermann Sander.

O Museu da Família Colonial, criado em 1967, é formado pelo complexo de três casas tombadas pelo Patrimônio Histórico de Santa Catarina. O espaço é o principal responsável por fazer a guarda e preservação da cultura material dos mais variados tipos de famílias blumenauenses. Uma das primeiras casas foi residência do comerciante e cônsul alemão Victor Gaertner. O segundo imóvel, de 1920, foi residência do sobrinho-neto do fundador da Colônia, Reinhold Gaertner. Já a terceira e mais antiga casa existente no Vale do Itajaí foi moradia do imigrante alemão Hermann Wendeburg, secretário e guarda-livros de Dr. Blumenau.

Arte

O Museu de Arte de Blumenau é outro ponto de parada. A exposição Pedro Dantas e Amigos reúne obras de Luís Carlos Presente, Marlene da Silveira (Imamaiah), Pedro Dantas e Russo. Os artistas apresentam as possibilidades de explorar e transformar o bronze, ferro e metal em esculturas.

Na Sala Roy Kellermann, a exposição Gravuras do Acervo do MAB destaca um recorte no campo das investigações do percurso das artes visuais à gravura.  Enaltecer esta forma de expressão, como campo privilegiado de investigação artística, os desdobramentos das técnicas de gravação, e também provocar os questionamentos que aí suscitam, foram propósitos estabelecidos pela curadoria. Compõem esse acervo obras selecionadas de Maria Bonomi, Renina Katz, Roy Kellermann, Elke Hering, Carlos Scliar, Juarez Machado, Doraci Girrulat e Abelardo Zaluar.

A Sala Elke Hering apresenta obras da artista que dá nome ao espaço e que pertencem ao acervo do MAB. Elke desenhou, esculpiu, pintou e revelou a beleza e a complexidade da arte com seus traçados. Partiu em 19 de fevereiro de 1994 e deixou registrada na história dos catarinenses a singularidade da artista.

Na Galeria Municipal de Arte/Sala Alberto Luz, o visitante encontrará a mostra 5 Décadas de Arte. Obras do acervo do MAB propõem uma passagem pelo tempo apresentando trabalhos de Alberto Luz, Antonio Mir, Guido Heuer, Pita Camargo, Reinaldo Pfau, Roy Kellermann, Rubens Oestroem, Silvio Pléticos, Tadeu Bittencourt e Telomar Florêncio.

A Galeria do Papel homenageia o artista blumenauense Élio Hahnemann. Era portador de uma doença congênita, chamada de Epidermólise Bolhosa Distrófica. Faleceu em 2006, aos 47 anos. Apesar de necessitar de cuidados específicos, devido à sua fragilidade física, foi uma criança alegre e desde a mais tenra idade demonstrou tendência para a arte, sendo incentivado pelos pais que o presenteavam com tintas, pincéis e outros materiais de desenho. O artista deixou um legado de mais de mil obras que foram catalogadas por sua mãe. Seus trabalhos estão espalhados por diversas regiões do Brasil e do mundo, fazendo parte de coleções particulares.

O Museu de Hábitos e Costumes guarda acervo representativo do universo do vestir-se, costurar, brincar, morar e viver em Blumenau desde o final do século XIX até a atualidade, para o presente e futuras gerações. Grande parte deste acervo foi doada pela senhora Ellen Weege Vollmer. São peças de roupa masculinas e femininas, chapéus, sapatos, bolsas, acessórios diversos, brinquedos, objetos de uso doméstico que, individualmente ou em conjunto, conduzem cada visitante a uma identificação com o universo de hábitos e costumes ali referenciado em seus diferentes contextos históricos, culturais e sociais. Uma verdadeira fonte para pesquisa e apreciação.

Protocolo de saúde

Atenção para uma visita segura aos museus:

– Agendamento, sempre que possível, deve ser feito pelos telefones (47) 3381-6176 e 3381-7516;

– Visitas espontâneas ficam sujeitas à espera, dependendo do número de pessoas em cada sala;

– Como medida preventiva, respeito e cuidados com os colaboradores e visitantes, não será permitido acesso de pessoas que apresentarem sintomas da doença;

– Os visitantes deverão observar as regras de visitação informadas em cartazes indicativos e pelos mediadores, sendo obrigatório o uso de máscaras, higienização das mãos e manutenção do distanciamento social;

– Deverá ser observado o número máximo de visitantes estabelecido para cada sala expositiva, bem como o tempo de permanência na sala;

– As exposições não são interativas. Não é permitido tocar nas obras e objetos;

– Não serão fornecidos impressos, catálogos, folders, para que se evite a possibilidade de contaminação;

– Nas salas expositivas do MAB há um QRCode, que se acionado abre texto e catálogo da mostra;

– Deve ser observado o número máximo de visitantes por sala e ou cômodos dos Museu Casas, fixado nas portas de acesso, para garantir distanciamento mínimo de 1,5m entre cada visitante;

– A entrada de pessoas deve ser efetuada de forma individual e espaçada, de modo a garantir o distanciamento, exceto as pessoas do mesmo núcleo familiar ou pessoas com necessidades especiais (portaria SES 712 Artigo 2º Parágrafo 1º Inciso VI);

– Tempo médio de permanência em cada sala: 10 minutos;

– Visitas guiadas e atividades educativas poderão ser oferecidas mediante agendamentos, desde que o número de pessoas e distancia de segurança entre os participantes possam ser respeitados.

Ingressos

Museus de Hábitos e Costumes e da Família Colonial

Entrada: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia) para professores e estudantes com identificação. Idosos acima de 60 anos e crianças de até 8 anos não pagam

Museu de Arte (MAB) e Mausoléu Dr. Blumenau

Entrada franca

 

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