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Moisés recebe diploma e promete governo honesto e eficiente a partir de 1º de janeiro

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POLÍTICA – Ovacionado pelo público que lotou a sala de sessões do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), na noite desta terça-feira (18), o governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) deu o primeiro dos últimos passos antes de ser de fato o comandante do Estado, a partir de 1º de janeiro. Quatro meses após ser oficializado candidato, passando por uma campanha que foi do início tímido à vitória histórica nas urnas, o coronel da reserva foi diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), ao lado da vice, Daniela Reinehr (PSL).

Em um breve discurso, agradeceu o apoio da família – já incluindo pedido de desculpas por eventuais e inevitáveis ausências que ocorrerão nos próximos anos – e dos eleitores catarinenses. Destacou a necessidade de avanços na saúde, educação e segurança pública e prometeu o enxugamento da máquina pública.

— Para honrar a maior votação da história de Santa Catarina, nós faremos mudanças. É para o cidadão que devem estar direcionadas todas as ações do governo. Honesta, séria, eficiente, trabalhadora. Essas são marcas da nossa gente. Essas têm que ser as marcas do nosso Estado. Eficiência que se mede em números, mas também no sorriso das pessoas. Temos a certeza que seremos vitoriosos, porque quando os catarinenses se unem, não há barreira que não seja vencida. Termino citando Cervantes, que diz que quando se sonha sozinho, é apenas um sonho, mas quando se sonha juntos, é o começo da realidade — declarou.

Deputados e senadores também diplomados

A solenidade começou às 18h15min. Os primeiros diplomados foram os 40 deputados estaduais eleitos, pela ordem do menos para o mais votado nas urnas. O protocolo não fazia distinção de gênero, mas o presidente do TRE-SC, fazendo menção a campanhas da Justiça Eleitoral incentivando e valorizando a participação feminina na política, chamou primeiro as mulheres eleitas.

Todos com diplomas em mãos, o mais votado deles, Ricardo Alba (PSL), deu sequência ao cerimonial e discursou representando a nova legislatura.

— As pessoas pedem o básico de nós. Que sejamos éticos, responsáveis no trato da coisa pública, contribuindo para que o catarinense viva com mais dignidade. Fazemos parte de um novo momento político do Brasil, em que importa menos as diferenças ideológicas e mais o resultado em prol do Estado, menos a sigla e mais o benefício ao catarinense lá na ponta, nos municípios — destacou.

Em seguida, os deputados federais eleitos receberam seus diplomas, novamente com as mulheres abrindo a lista. Mais votado entre os 16 futuros parlamentares, Hélio Costa (PRB) falou em nome de todos.

— Fomos eleitos para fazer a diferença, para atender uma sociedade que não suporta mais sobreviver num ambiente de tantas incertezas e práticas descabidas. Acredito que fomos escolhidos mediante o anseio de mudança instaurado na esfera social e política, o que, sobremaneira, impõe ao eleitos uma conduta que resgate princípios da ética, da comunidade catarinense. Que sejamos lembrados pela honradez e sentimento de dever cumprido do povo catarinense — declarou.

Finalizando as diplomações do Legislativo, os certificados dos dois senadores eleitos e seus suplentes foram entregues pelos juízes do TRE. Mais votado, Esperidião Amin (PP) foi quem discursou.

— O voto que nos trouxe até aqui elege, legitima e principalmente responsabiliza. Por isso, esse é um momento de reflexão, especialmente porque a democracia, que é o nosso sonho, passa por um momento grave. No mundo, e com reflexos no Brasil. Santa Catarina e o Brasil tiveram suas melhores. conquistas graças a coexistência e cooperação entre os diferentes e esse é o grande apelo que o momento nos traz. Temos que ter a capacidade de respeitar a ideia do outro, reconhecer como do seu direito inerente à democracia o conceito que ele abraça para conquistarmos o direito permanente de, pela democracia, pela contagem do voto, tomarmos decisões que respondam esse clamor popular, inequivocamente demonstrado nas urnas nestas eleições. Em síntese, para a representação política, o chamamento é de coragem para mudar — afirmou.

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