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Mês do Aleitamento Materno e Sustentabilidade em tempos de Covid-19: quais as orientações mais recentes?

Por Unimed Blumenau

BLUMENAU – A campanha de incentivo ao aleitamento materno – “Agosto Dourado”, é celebrada durante todo o mês de agosto com a promoção de discussões fundamentais sobre vida saudável da mãe e do bebê. Neste ano o tema em destaque é a sustentabilidade, que chama a atenção para as orientações sobre amamentação nestes tempos de pandemia causada pela covid-19. A campanha “Apoie a amamentação para um planeta mais saudável” enfatiza o impacto da alimentação infantil no meio ambiente/mudança climática, ressaltando a importância de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para a saúde das pessoas e do planeta.

Exclusiva até o 6° mês e, como um complemento até 2 anos ou mais, a amamentação é recomendada como fundamental do ponto de vista nutricional e vínculo com a mãe, no que se refere à imunidade do recém-nascido, principalmente diante de uma pandemia. A Covid-19 se propagou pelo mundo de maneira rápida, gerando muitos questionamentos e dúvidas sobre a amamentação, informa a médica cooperada à Unimed Blumenau, Dra. Rosana Cristina dos Santos Fialho, “Apoiar as mães neste período de inseguranças causadas pela pandemia é muito importante para que haja uma amamentação adequada, mantendo a saúde dos bebês e contribuindo com o meio ambiente”, destaca.

De acordo com as novas recomendações do Ministério da Saúde, o contato pele a pele e mamada logo após o nascimento é recomendado mesmo em mães sintomáticas, com os devidos cuidados de higienização da mãe, do leito de internação e das roupas e EPIs.

Confira as quais são as recomendações do Ministério da Saúde sobre amamentação e a Covid-19:  

A Covid-19 pode ser detectada no leite materno? 

NÃO. Ainda não há evidências científicas que indiquem a transmissão do vírus Sars-CoV-2, responsável pela infecção Covid-19, pelo leite materno de uma mãe que é confirmada ou suspeita de ter Covid-19.  

Após o parto, o bebê ainda deve ser colocado em contato pele a pele e amamentado na primeira hora de vida se a mãe for confirmada/suspeita de Covid-19? 

SIM. O contato pele a pele, melhora a regulação térmica dos recém-nascidos, propicia a amamentação precoce, está fortemente associado com a redução da mortalidade neonatal, além de diversos outros resultados fisiológicos positivos e de alta qualidade de evidência. Os inúmeros benefícios do contato pele a pele e da amamentação na primeira hora de vida superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão de doenças associadas à Covid-19.

Quais são as recomendações de higiene para uma mãe que amamenta com confirmação/suspeita de Covid-19? 

Lavar as mãos ao menos por 20 segundos com água e sabão e/ou usar álcool em gel 70% nas mãos antes de tocar o bebê ou antes de retirar leite materno (manual ou bomba extratora); Usar uma máscara (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação; Espirrar ou tossir em um lenço de papel, descartar imediatamente e usar álcool em gel 70% ou lavar as mãos por pelo menos 20 segundos novamente com sabão e água limpa; Limpar e desinfetar regularmente as superfícies.

Para o lactente com suspeita/confirmação de Covid-19 é recomendado que continue sendo amamentado? 

SIM. Desde que a mãe se proteja com os cuidados de higiene como utilização de máscara ao amamentar, e lavagem de mãos por 20 segundos antes e depois das mamadas. O leite materno tem inúmeros fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções.

Por que as recomendações para mães com confirmação/suspeitade Covid-19 e seus bebês parecem diferentes das recomendações de distanciamento social para a população em geral? 

As recomendações de distanciamento social visam reduzir o contato com pessoas assintomáticas da Covid-19 e a propagação extensiva do vírus. O objetivo das recomendações sobre cuidados e alimentação de bebês e crianças pequenas cujas mães têm confirmação/suspeita de infecção por Covid-19 é melhorar a sobrevivência, a saúde e o desenvolvimento imediatos e ao longo da vida de seus recém-nascidos e das crianças, que têm baixo risco de infecção por Covid-19. Entre os poucos casos confirmados de infecção por Covid-19 em crianças, a maioria apresentou sintomas leves ou foi assintomática. Os inúmeros benefícios da amamentação superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão da doença associados à Covid-19.

Referencias: Ministério da Saúde

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