Membros do PCC agiam de dentro de presídios em Itajaí

(Fonte:Diarinho/Foto:Reprodução)

GERAL – Seis ordens de prisão envolvendo quatro homens e duas mulheres foram cumpridas, ontem, na penitenciária e no presídio feminino de Itajaí durante operação do grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Os alvos são membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que ordenam crimes pelo estado, mesmo enquanto presos. Em Santa Catarina, as batidas rolaram em 11 presídios e penitenciárias de oito cidades. Detentos e celas foram revistados.

No total, a justiça autorizou 66 ordens de prisão preventiva e outras 64 de busca e apreensão. Também houve o cumprimento de ordens judiciais no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas e Mato Grosso do Sul.

A operação chamada de Encarcerados teve a facção paulista como alvo, pra identificar e prender lideranças e os principais membros da quadrilha que atuavam em Santa Catarina.
Além das batidas nas unidades prisionais catarinenses, houve buscas em casas de pessoas ligadas à facção. A maior parte dos investigados já está presa.

Em Itajaí, foram alvo das ordens judiciais membros do PCC que tinham funções específicas dentro do grupo. Os investigados são responsáveis pelo recrutamento de novos membros e também tão envolvidos em crimes de tráfico de drogas, assassinatos e roubos.

Parte da grana vinda dos crimes era mandada pra “gerência” da facção criminosa. Os membros que descumpriam as ordens da liderança eram sempre condenados à morte.

Todos grampeados
As investigações começaram há quatro meses em Santa Catarina. Houve mapeando dos criminosos da facção que lideravam o grupo. Durante os trabalhos, cerca de quatro mil horas de ligações de celular foram grampeadas.
Foram interceptadas conversas entre presos e integrantes de fora dos presídios, inclusive de outros estados, por meio das quais os criminosos organizavam diversas ações.

PCC quer expandir atuação em SC

De acordo com o promotor Alessandro Rodrigo Argenta, que conduz a investigação, os grampos mostraram que o PCC tinha planos de expandir a atuação em território catarinense. As conversas também apontaram como era feita a organização financeira do grupo, que movimentava dinheiro, drogas e armas.

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