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Médicos que deram prejuízos de R$ 1,5 milhões poderão voltar a trabalhar no hospital Beatriz Ramos sem ressarcimento

A Secretaria de Saúde do Estado quer cobrar os valores referente a auditoria que apontou essas falhas, ou seja, o serviço foi prestado, mas os médicos não fizeram a devida descrição dos prontuários

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INDAIAL – Um dos questionamentos feitos ao prefeito André Moser, durante explanação sobre a intervenção do hospital Beatriz Ramos na Câmara de Indaial , diz respeito ao retorno de um grupo de médicos, entre esses, dois ortopedistas que deram um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhões de reais ao hospital Beatriz Ramos que poderão retornar ao trabalho sem ressarcimento desse valor.

O prejuízo ao hospital Beatriz Ramos foi ocasionado, segundo auditoria feita pela Secretaria de Saúde do Estado referente ao ano de 2013, nela foi apontada que a maioria dos prontuários médicos, quase 90%, faltava descrição cirúrgica dos médicos, não anotando todo atendimento.

A vereadora Carol Bertoldi (PP) questionou ao prefeito André Moser se esses médicos serão processados por serem os responsáveis por esse prejuízo de R$ 1,5 milhões ao hospital , a vereadora também quis saber se dois ortopedistas que mais deixaram de preencher os prontuários vão voltar a trabalhar no HBR sem pagar pelos prejuízos causados.

Em sua resposta, o prefeito André Moser deixou subentendido que os médicos que deram prejuízos ao hospital poderão voltar a trabalhar.

“A questão do processar ou não o médico , se o fato aconteceu em 2013 nós estamos em 2019, então você é advogada eu também, assim como os demais advogados aqui nessa casa, é algumas condutas, atingem pela prescrição, quando deveria ter sido tomado em 2013,mas lá eu não era prefeito era vereador , então deveria ter sido tomada na época por quem administrava o hospital , quem estava à frente , é do município. É de médico que volta ou não volta se não tiver nenhum impedimento judicial para que o médico volte a fazer os seus procedimentos e como qualquer médico poder vir e fazer os seus procedimentos em qualquer hospital é do Brasil e não só no hospital de Indaial” respondeu o prefeito André Moser sobre os questionamentos da vereadora Carol

A Secretaria de Saúde do Estado quer cobrar os valores referente a auditoria que apontou essas falhas, ou seja, o serviço foi prestado, mas os médicos não fizeram a devida descrição dos prontuários, indo contra inclusive ao Conselho Regional de Medicina -CRM que prevê essa prerrogativa dos profissionais médicos.

Abaixo áudio da resposta do prefeito André Moser a vereadora Carol Bertoldi:

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