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Magistrada da comarca de Blumenau participará de curso de Mediação na Europa

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BLUMENAU – Na comarca de Blumenau, no Vale do Itajaí, não há como abordar conciliação e mediação sem citar o nome e o envolvimento da titular da 1ª Vara Cível, a juíza Quitéria Tamanini Vieira Péres. A magistrada foi uma das pioneiras no assunto, estudou o tema, protagonizou cursos e palestras, publicou o livro Vamos Conciliar? – lançado em outubro de 2018 – e recentemente foi surpreendida com um convite para uma formação internacional em Portugal. “O certificado internacional é um sonho, vai me dar uma amplitude de visão muito maior sobre Mediação.

O Brasil está caminhado a passos lentos, de modo ainda embrionário. Uma das perspectivas do Tribunal de Justiça é de que, ao retornar, eu dissemine esse conteúdo. A minha ideia é fazer registros diários do que eu aprendi e compartilhar posteriormente”, cita a magistrada.

De 19 a 28 de janeiro, a titular da 1ª Vara Cível da comarca de Blumenau participará do Curso de Mediação de Conflitos, Módulo Internacional do Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos (ICFML), em parceria com a Universidade Católica Portuguesa (UCP), na cidade do Porto. O curso foca a sua atividade formativa na aprendizagem experiencial e a aprendizagem é orientada através de discussões e trabalhos em grupo, aulas teóricas, apresentações multimídia, dinâmicas de grupo e jogos.

Em carta oficial, a presidente do ICFML, Ana Maria Maia Gonçalves, reconhece a trajetória da magistrada e explica as razões do convite. “(trata-se de uma juíza) entusiasta e propagadora dos métodos alternativos de resolução de conflitos, com livro publicado nesta área e uma conduta prestigiada e reconhecida por todos que já tiveram o prazer de conviver com ela, quer no Judiciário, quer como professora e palestrante”, registrou Ana Maria.

Além do curso internacional, neste ano a magistrada inicia no curso de Psicologia, na Furb, em Blumenau. “Eu sinto que o Direito caminha junto com a Psicologia muito fortemente, de mãos dadas, quando o assunto passa por humanização. Não é com o propósito de exercer a Psicologia, mas de buscar o saber, de ter esse respaldo da Conciliação e da Mediação”, revela ao citar que este é um desejo antigo que se tornou possível agora.

O interesse por Mediação e Conciliação surgiu ao longo do exercício da profissão, explica a juíza Quitéria, quando procurava identificar como poderia ser uma juíza em constante aperfeiçoamento ou uma juíza melhor e foi incentivado com o novo Código de Processo Civil (CPC), de 2015, quando foi instituída a audiência de conciliação no início da tramitação do processo.

“No começo eu tive a percepção de que tinha que fazer mais e mais sentenças, depois busquei ser uma boa gestora das demandas, mas ainda não era suficiente e eu notava que estava faltando alguma coisa a mais. E esse algo a mais é justamente o traço da humanização. Afinal, lidamos com os conflitos humanos. Claro que, com a intermediação de profissionais capacitados e por que não dentro do Judiciário, podemos nos aproximar deste ideal por todos buscado: uma convivência mais equilibrada e feliz. Se as pessoas vêm para cá com problemas, por que não possibilitar isso?”, questiona.

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