João Rodrigues: “Fui injustiçado e julgado como bode expiatório de Lula”

POLÍTICA – O deputado federal João Rodrigues(PSD) reagiu incrédulo à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que manteve a condenação aplicada pelo TRF4 de Porto Alegre, rejeitando seu recurso.

Citou o voto do relator, ministro Luiz Fux, para sustentar sua inocência na compra de uma retroescavadeira pela Prefeitura de Pinhalzinho, quando exercia interinamente o cargo de prefeito.

O ministro confirmou o acórdão do Tribunal de Porto Alegre ao destacar em seu voto que “não houve dolo e muito menos prejuízo ao erário”.

Rodrigues se encontra em Orlando, nos Estados Unidos, com duas filhas e a esposa. Ele se considera injustiçado desde o julgamento pelo Tribunal de Porto Alegre.

No julgamento pelo STF identificou ter sido vítima e bode expiatório de Lula, pois toda a mídia nacional estava aguardando a votação de seu recurso para conhecer os votos dos ministros em relação à imediata execução da pena após condenação de segunda instância.

A votação realmente revelou um novo voto, aguardado com grande expectativa pelos meios jurídicos e políticos do Brasil. O ministro Alexandre Moraes se manifestou pela primeira vez no Supremo e votou pela execução imediata da pena, o que consolida jurisprudência e sinaliza a prisão futura do ex-presidente Lula, condenado duas vezes.

No mesmo horário em que o Supremo condenava o deputado catarinense, o Tribunal Regional de Porto Alegre publicava o acórdão da condenação do ex-presidente.

Requerimento

O advogado Marlon Bertol trouxe informações mais atualizadas sobre a estratégia da defesa. Como houve voto divergente do ministro Luiz Roberto Barroso, a ele caberá a elaboração e publicação do acórdão, o que poderá demorar vários meses.

Marlon deverá aguardar o dia 18 de fevereiro, data fatal para o decurso de prazo da condenação de João Rodrigues, para entrar com requerimento no Supremo Tribunal Federal pedindo a prescrição da pena.

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