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Hospital Beatriz Ramos realizou captação de órgãos, três pessoas beneficiadas

Por Judson Lima

INDAIAL – Três pessoas receptoras receberam doações do fígado, rins e córneas, de um doador da cidade de Indaial, a captação dos órgãos foi a primeira realizada no Hospital Beatriz Ramos este ano de 2020, no último dia 03 de janeiro, e todos os transplantados passam bem.

O doador foi um jovem de 21 anos que teve morte cerebral ou encefálica, declarada. A Família foi consultada e decidiu pela doação.

Dados

Mais de 30 mil pessoas aguardam hoje por algum órgão para transplante no Brasil. Em Santa Catarina, este número é de 485. Os números caem à proporção em que a conscientização aumenta. 292 famílias catarinenses esperam por uma chance de qualidade de vida através do transplante de rim.

A expectativa de outras 152 famílias é de que um ente volte a ver a luz do dia através de novas córneas. Os que aguardam por um fígado são 29. Por pâncreas/rim, 11. E um paciente espera por um coração saudável. O Estado  de Santa Catarina está à frente de outros brasileiros, mas a informação pode agilizar ainda mais e diminuir o tempo de espera dos pacientes.

Como funciona a doação após a morte

  1. A família assina o termo de compromisso, que é enviado à SC Transplantes, e o transporte do material começa a ser providenciado. Ao mesmo tempo, o doador é submetido a exames, e os resultados são cruzados com dados da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO/SC) para a definição do receptor do órgão.

  2. O receptor é informado sobre a disponibilidade do órgão, além das condições clínicas e faixa etária do doador. A identidade nunca é revelada. O receptor declara se aceita a cirurgia. Em caso negativo, o próximo da lista é contatado.

  3. Com a definição do receptor, os órgãos são retirados pela equipe de transplante. O procedimento é uma cirurgia como outra qualquer, e o doador terá o corpo recomposto, sem mutilações.

  4. A logística do transporte precisa ser rápida e eficiente, pois os órgãos têm pouco tempo de sobrevida após serem retirados do corpo do doador. O transporte aéreo é feito por aviões das polícias Civil e Militar, Bombeiros, Samu, táxi aéreo ou até mesmo voos comerciais, conforme a disponibilidade no momento.

  5. O receptor é encaminhado com antecedência para o hospital, para ser preparado para a cirurgia do transplante

Como posso ser um doador?

Doação em vida

Um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão (situações excepcionais), parte do pâncreas (situações excepcionais) e medula óssea.

Quem pode doar

O doador vivo é qualquer pessoa saudável e juridicamente capaz, que concorde com a doação, sem que haja comprometimento de sua própria saúde. O candidato passa por uma série de exames físicos e psicológicos para atestar se está apto a ser um doador. É necessário ter autorização judicial para doar, exceto em casos de parentes até quarto grau ou cônjuges. No caso de medula óssea, o candidato deve cadastrar-se no Banco de Doadores do seu Estado e será consultado sobre a doação caso seja compatível com algum receptor.

Riscos

Ao manifestar o desejo de ser doador em vida, o candidato recebe informações sobre os riscos do procedimento à sua saúde e assina um termo em que afirma estar ciente de possíveis complicações em decorrência da cirurgia, conforme explica o médico Paulo Chapchap, coordenador do programa de transplantes de fígado e superintendente de estratégia corporativa do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP).

Doação após a morte

Quais orgãos pode ser doados

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, veias, ossos e tendões.

Quem pode doar

Não é preciso fazer registro em cartório ou no documento de identidade, basta comunicar o desejo à família. Apenas ela pode autorizar a doação, após a confirmação da morte encefálica.

Morte cerebral ou encefálica

A morte encefálica é a incapacidade do cérebro de manter as funções vitais do organismo, e o estado clínico é irreversível. Para não haver dúvidas, existe um rígido protocolo para o diagnóstico. Dois médicos de áreas diferentes – um neurologista e um neurocirurgião – examinam o paciente, que é submetido também a um exame complementar que confirme os testes clínicos.

 

 

 

 

 

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, veias, ossos e tendões.

 

A família assina o termo de compromisso, que é enviado à SC Transplantes, e o transporte do material começa a ser providenciado. Ao mesmo tempo, o doador é submetido a exames, e os resultados são cruzados com dados da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO/SC) para a definição do receptor do órgão.

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