A notícia além do olhar técnico!

Estado e entidades unem forças para monitorar qualidade do Rio Itajaí-Mirim e elaborar plano de ações

Entre as ações elencadas, ficou definido que serão realizadas reuniões mensais com o objetivo de traçar meios e ações

GERAL – Medidas para conter a poluição e oferecer mais qualidade ao Rio Itajaí-Mirim foram pauta no encontro entre representantes do Governo do Estado e entidades municipais e federais, na sede do Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa), em Itajaí. Nos últimos anos, o abastecimento de água do município é impactado com a queda na qualidade da água no principal manancial da região e fonte de abastecimento da cidade.

Entre as ações elencadas, ficou definido que serão realizadas reuniões mensais com o objetivo de traçar meios e ações para o monitoramento e consequentemente melhorias na qualidade do rio, após convite aos demais municípios e entidades interessadas que não puderam estar presentes na conversa inicial.

“É de extrema importância reunir atores estratégicos da bacia do Rio Itajaí-Mirim a fim de traçar ações conjuntas com o objetivo de buscar mais qualidade dos nossos mananciais, tão fundamentais para a população. A SDE expõe ações prioritárias, como revitalização de bacias hidrográficas por meio do Programa Produtor de Água, e também um melhor controle da qualidade e quantidade com os processos de outorga”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

O encontro, uma iniciativa da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, contou com a participação da bióloga Larissa Martins. Na oportunidade, ela fez uma apresentação dos resultados, após uma constatação de indícios de despejos ilegais de efluentes proveniente da indústria têxtil que preocuparam os técnicos de saneamento em julho deste ano. A ação irregular também motivou alterações na rotina de tratamento, como o aumento da dosagem de cloro. O problema, que ultrapassou os limites municipais, deu ensejo às propostas de união de forças entre as instituições de diferentes esferas.

Para embasar o alerta e o pedido de colaboração, o Semasa contratou um serviço de coleta e análise laboratorial de 12 pontos no rio, realizados durante quatro semanas, entre agosto e setembro. Os parâmetros analisados foram fósforo total, pH, alcalinidade bicarbonatada, DQO, nitrogênio amoniacal, oxigênio consumido, sulfatos, sulfetos e surfactantes. As anomalias observadas nos valores também indicaram a ocorrência de lançamentos de esgotos domésticos e industriais.

Entre as entidades representadas na reunião, além da Aresc e Semasa, compareceram: a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDE), o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), o Instituto Cidade Sustentável de Itajaí (ICS), a Polícia Militar Ambiental, o Samae de Brusque, a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Brusque (Fundema) e o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu, por meio de sua representante do Porto de Itajaí.

“A melhoria ambiental desse manancial de captação é de fundamental importância para se ter uma água tratada de qualidade para a população. E a realização dessa reunião foi um importante passo na busca da qualidade ambiental do Rio Itajaí-Mirim”, concluiu a bióloga da Aresc, Larissa Martins.

Para o superintendente da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Brusque (Fundema), Cristiano Olinger, a comprovação dos responsáveis por despejos irregulares é difícil e a fiscalização será eficiente a partir do momento que houver monitoramento contínuo: “Devemos ser mais rigorosos e sentíamos falta desse trabalho conjunto. Todos os municípios a montante do rio devem ser inseridos nesse processo”.

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.