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Encontro esclarece dúvidas sobre Projeto de Contenção de Cheias no Alto Vale

“A barragem de José Boiteux é a que mais nos preocupa”, comentou Cordeiro Júnior

GERAL – Foi realizada, na noite de segunda-feira, 10, na Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS), uma reunião entre a comunidade do Alto Vale e representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS). O tema do encontro foi a contenção de cheias no Vale do Itajaí, e o objetivo foi atualizar a situação dos projetos de obras estruturantes na região.

A SDS explanou sobre a fiscalização e a segurança das estruturas e as atribuições da Secretaria em relação a fiscalização das obras no estado. Em seguida, o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, apresentou ao público o andamento do “Projeto de Minimização de Cheias no Vale do Rio Itajaí Açu”. Segundo ele, todas as ações em prática foram elencadas pelo estudo realizado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

“A barragem de José Boiteux é a que mais nos preocupa”, comentou Cordeiro Júnior. A estrutura foi entregue na década de 1990 pelo Governo Federal com algumas pendências. “Um exemplo é o canal extravasor que não foi concluído e também a falta de um estudo de impacto ambiental e social da estrutura, o que acarreta uma série de pendências com a comunidade indígena”,  completou.

Nos últimos meses, a Defesa Civil está alcançando avanços tanto nas tratativas com o Governo Federal, quanto encaminhando as demandas indígenas, como o estudo de impacto socioambiental, não realizado desde a construção da Barragem. O projeto vai identificar as maiores necessidades das comunidades durante a operação da Barragem.

Já entre os projetos em andamento, o secretário da Defesa Civil destacou a construção de oito novas barragens. Dentre elas, as de Mirim Doce, Petrolândia e Braço do Trombudo. Da mesma forma, melhoramentos fluviais em diversos municípios.

Durante o evento também foi exposto todo o avanço no trabalho de monitoramento e alertas realizado pela DC. Além de tecnologia, com rede própria de radares meteorológicos e imagens de satélite em tempo real, os catarinenses contam agora com o monitoramento 24 horas por dia, a partir deste mês de junho. Essa melhoria no serviço se deve a contratação de um corpo de meteorologistas que também garante a produção de produtos específicos para proteção e Defesa Civil.

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