Duplicação fica para depois

Prefeitos do Alto Vale querem maior orçamento para manutenção básica da BR-470 em 2018/ DAV

POLÍTICA – A Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) realiza na sexta-feira (20), às 9h, no Centro de Educação Profissional (Cedup) de Rio do Sul, uma audiência pública para discussão de melhorias urgentes que precisam ser realizadas no trecho da BR-470 que corta o Alto Vale do Itajaí e parte do Médio Vale.

Segundo o presidente da Amavi e prefeito de Rio do Oeste, Humberto Pessatti, o Betão (PMDB), a proposta inicial é batalhar para que o orçamento do ano que vem para a manutenção da rodovia seja o suficiente para os serviços básicos, como revitalização da sinalização horizontal, que é a pintura das faixas e marcas feitas no pavimento, e operações de tapa-buracos. “Não adianta pedirmos grandes investimentos em rotatórias e travessias urbanas se não temos nem o básico sendo feito, que é a pintura da rodovia”, desabafa Betão.

O secretário-executivo da Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), Cleber Stassun, explica que ainda não foi definido o valor do orçamento para este fim no ano que vem.

Betão afirma que o desejo e a expectativa dos prefeitos da região é que pelo menos R$ 200 milhões sejam alocados para esse fim. “Não adianta pedirmos 10 coisas. Se conseguirmos, com apoio da nossa classe política, garantir esses recursos para manutenção, pelo menos vamos garantir que os serviços mínimos de pintura e tapa-buracos sejam realizados”, conta o presidente.

Serão convidadas lideranças políticas regionais, estaduais e da União, como também técnicos do Deinfra para o evento. Betão garante que a diplomacia é o principal caminho para que as demandas sejam atendidas. “Vamos fazer esse Fórum de forma tranquila. Ninguém vai lá para berrar, igual foi feito em Blumenau, vamos conversar. É agora que o Alto Vale está chegando a um entendimento e trabalhando junto por isso”, explica.

De acordo com o presidente da Comissão para Mobilização sobre a BR-470, e prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSDB), o momento agora é esse. “Precisamos contar com o apoio do presidente do Fórum Parlamentar, deputado federal João Paulo Kleinubing (PSD) e de um dos coordenadores do orçamento, senador Dário Berger (PMDB), dois catarinenses, para que nós possamos ter um melhor orçamento para o ano que vem”, explica.

Segundo passo

O secretário-executivo da Amavi, Agostinho Senem, afirma que após garantido o orçamento para manutenção básica da rodovia, a entidade e os prefeitos do Alto Vale devem batalhar para a realização de melhorias pontuais. “Não adianta ficarmos insistindo na duplicação se não temos nem o básico sendo feito. Não podemos esperar 20 anos, até a obra chegar aqui, e não fazermos nada para melhorar as condições atuais”, argumenta.

A proposta que vem sendo discutida com os prefeitos da região é garantir melhorias nas travessias urbanas, evitando que o trânsito urbano se misture com o trânsito rápido da rodovia. Além disso, alguns pontos poderiam receber faixas adicionais, separando o trânsito rápido do lento, garantindo maior fluidez do trânsito.

“Proporcionar marginais e alternativas para desvio do trânsito urbano, evitando que eles adentrem na rodovia, o que causa morosidade no trânsito”, argumenta Senem. “Temos que eliminar também esses radares de 50 por hora, outro freio do fluxo de tráfego”, finaliza.

O evento conta com o apoio da Amfri, Ammvi, Amurc, Amvali, Acirs, Acib, Câmara de Vereadores de Rio do Sul e Cedup.

 

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