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Corpo carbonizado pode ser de empresário gaúcho

SEGURANÇA – O corpo carbonizado, encontrado no porta-malas de um Audi A4, na avenida Interpraias, em Balneário Camboriú, na madrugada de ontem, pode ser do empresário gaúcho Márcio Rodrigo dos Santos, 37 anos. Ele chegou a ser preso no ano passado, acusado de aplicar golpes milionários em centenas de pessoas.

A divisão de Investigação Criminal (DIC) confirma que há suspeita de que o corpo seja de Márcio, mas somente o exame de DNA poderá confirmar. Por enquanto, o corpo segue sem identificação no Instituto Médico Legal (IML) de Balneário.

Parentes estariam vindo pra Balneário Camboriú. O irmão de Márcio, Mateus Santos, alterou a foto do perfil do Facebook e colocou uma imagem de luto. “Vai com Deus, meu irmão”, escreveu o rapaz.

A polícia já ouviu a namorada de Márcio, que mora em Balneário Camboriú. A moça, de 24 anos, confirmou que esteve com o empresário na quarta-feira à noite até por volta as 22h. Após o encontro, ele foi embora no Audi A4.

Três horas após o encontro, o carro foi encontrado em chamas na avenidas Interpraias. O Audi A4 estava registrado no nome da antiga dona, que mora em Araranguá, extremo sul de Santa Catarina.

Chamas
Vizinhos sentiram um forte cheiro de queimado e acionaram a guarda municipal e o corpo de bombeiros, por volta de uma hora da manhã de quinta-feira.
Os guardas encontraram o Audi ainda queimando. No porta-malas do carro estava um homem carbonizado.

Investigação

A polícia Civil, o Instituto Geral de Perícias (IGP) e o IML estiveram no local. Por conta do difícil acesso, um guincho foi usado.

A DIC acredita que o homem foi morto e depois jogado dentro do porta-malas, mas ainda aguarda o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) para confirmar a causa da morte.

A DIC também procura câmeras de segurança que possam ter filmado a saída de Márcio da casa da namorada e a chegada do Audi A4 na picada da avenida Interpraias, onde o carro foi incendiado.

Liderou esquema de “pirâmide” nos pampas

Márcio e outras 23 pessoas foram denunciadas à justiça por envolvimento em um esquema de pirâmide financeira conhecido como D9 Trader. Em agosto do ano passado, ele chegou a ser preso em Sapiranga, no Rio Grande do Sul, onde morava. Ele respondia à justiça por organização criminosa, crime contra economia popular, lavagem de dinheiro e estelionato.
Márcio era apontado como o articulador do esquema da D9. Ele recrutaria pessoas na região do Vale dos Sinos para investir na pirâmide financeira.

A D9 iniciou suas atividades na Bahia. Pra disfarçar a fraude, o grupo simulava uma operação de marketing multinível vinculando o negócio com a suposta venda de cursos de trading esportivo.

As vítimas eram convidadas a aplicar dinheiro com a promessa de receberem até 300% do valor investido. Pra dar credibilidade, a galera que investia dinheiro no negócio recebia login e senha pra acessar um site onde poderiam ver os supostos rendimentos. Só que o esquema era uma baita fraude e somente os integrantes do bando de estelionatários lucravam com ele.

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