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Comissão debate o paradesporto em Santa Catarina

Para a 15ª edição dos Parajasc, em Caçador, a Fesporte destinou R$ 80 mil para o município

ESPORTES – Eventos estaduais do paradesporto e novidades nesta área foram o tema da participação do diretor de Esportes da Fesporte, Valdeci da Silva, na reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (13). Silva fez um pequeno balanço do Parajesc e do Parajasc – as versões paralímpicas dos Jogos Escolares e dos Jogos Abertos de Santa Catarina – de 2019 e apresentou números que demonstram o crescimento das duas competições, além de divulgar ações que melhoram a acessibilidade dos atletas.

Segundo o diretor, algumas destas ações talvez não chamem tanto a atenção de pessoas que ele chama de “convencionais”. “Fizemos pódios adaptados para as pessoas terem acessibilidade total, um pedido delas”, revelou. “E agora as nossas medalhas são com braile, inclusive as medalhas de todos os eventos da Fesporte.”

Para a 15ª edição dos Parajasc, em Caçador, a Fesporte destinou R$ 80 mil para o município. Foram 2.000 atletas – um crescimento de 10% em relação a 2018 – de 71 municípios em 11 modalidades.

O 10º Parajesc, em Maravilha, contou com mais de 300 alunos de 240 escolas participantes de 38 municípios na disputa de nove modalidades. A cidade-sede recebeu R$ 50 mil. Além disso, a Fesporte ofereceu alimentação, alojamentos e transporte a todos os atletas, staffs e professores.

Segundo o diretor, recursos economizados pela Fesporte estão sendo reinvestidos no paradesporto. Valdeci da Silva anunciou novidades, entre elas a criação, em 2020, de circuitos de duas modalidades – a bocha paralímpica e o handebol de cadeira de rodas – para atrair e fomentar o paradesporto. “A comunidade do paradesporto ficou bem feliz, era uma reivindicação deles.”

O presidente da comissão, deputado Dr. Vicente Caropres (PSDB), destacou que a Assembleia vem discutindo o aperfeiçoamento da legislação e fiscalização da acessibilidade dos locais onde os atletas ficam. “Eles têm que dormir em algum lugar. Vão dormir onde? Às vezes em escolas, mas geralmente em hotéis e pensões. Isso tudo estamos vendo.”

Caropreso lembrou que no próximo ano Santa Catarina sediará um congresso sobre turismo acessível. “Vai se falar sobre escada, sobre rampa, leitos, banheiros, instalações, enfim, acesso a pontos turísticos, a mirantes. É importante que a gente fale sobre isso.”

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