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Casos de mortes de primatas suspeitos de febre amarela em Timbó, Pomerode e Blumenau, acende alerta em Indaial

Por Judson Lima

INDAIAL – Em 20 dias, Santa Catarina registrou 64 mortes em primatas suspeitos de febre amarela. As notificações dos óbitos desses macacos estão concentradas nas regiões de saúde do Planalto Norte (nos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho) e Médio Vale do Itajaí (Pomerode, Blumenau e Timbó), segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC).

No ano passado, foram notificados 20 óbitos ao longo do mês de janeiro, porém nenhum deles foi confirmado para a doença. As mortes deste ano ainda estão em análise no Instituto Carlos Chagas Fiocruz do Paraná, laboratório de referência para SC.

Indaial intensificou o chamamento da população para efetivar a vacinação e podem ser vacinados os munícipes com idade entre 9 meses a 59 anos. Usuários com mais de 60 anos e doenças autoimunes devem ter autorização médica. Para gestantes está contraindicada a imunização. “A vacina é a forma mais eficaz para evitar a febre amarela. Ela é gratuita e está disponível em nossas unidades”, explica a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Sabrina de Vargas Souza.

A preservação e o monitoramento dos primatas é vital para a vigilância da febre amarela. Por serem mais sensíveis aos efeitos da doença, eles permitem que a evolução do vírus seja acompanhada antes de afetar seres humanos. Dessa forma, eles funcionam como vigilantes da saúde pública. Caso um primata morto ou doente seja encontrado, a recomendação é avisar a Vigilância Epidemiológica (3317-2100) ou entrar em contato com o Projeto Bugio (3333-3878).

Febre amarela

A febre amarela é uma doença grave que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. Ela é causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito, não há transmissão de pessoa a pessoa.

Os principais sintomas são: início súbito de febre; calafrios; dor de cabeça intensa; dores nas costas; dores no corpo em geral; náuseas e vômitos; fadiga e fraqueza. Alguns melhoram após esses sintomas iniciais. No entanto, entre 15% e 60% das pessoas que apresentam esses sintomas evoluem para a forma mais grave da doença. Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver algumas complicações como febre alta; coloração amarelada da pele e do branco dos olhos; hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal); e eventualmente choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Dos que apresentam sintomas mais graves, entre 20% e 50% podem morrer. Caso o usuário apresente esses sintomas, a recomendação é procurar o serviço de saúde mais próximo para tratamento.

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