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Casos de raiva bovina são confirmados em Benedito Novo e Ilhota

Por Judson Lima

gulamania
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MATEANDO – Ao menos quatro casos de raiva bovina foram registrados nas cidades de Benedito Novo e Ilhota, informou ao site Vale do Itajaí Notícias a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina -CIDASC.

Em Benedito Novo foram três casos confirmados em uma propriedade no Ribeirão dos Russos. Já na cidade de Ilhota um animal foi diagnosticado num sitio na localidade Braço do Baú, as notificações ocorreram no mês de junho.

O veterinário Augusto Eneas Upnmoor da CIDASC, comentou que foram feitas orientações sobre raiva e vacinação na propriedade foco em Benedito Novo e emitido comunicado na região de Rodeio, Timbó, Doutor Pedrinho e Rio dos Cedros.

Sobre o foco em Ilhota, segundo a veterinária da CIDASC responsável pelo município, Vanessa Schreiber. ” Não havia sinal de sugadura e os produtores não tinham notado a presença de morcegos na região. Os outros criadores próximos foram alertados pelo médico veterinário que foi realizar vacinação dos outros animais”.

Judson Lima/Foto:Cidasc

Augusto Eneas Upnmoor também informou que a transmissão da raiva é quase que exclusivamente pelo morcego hematófago contaminado com o vírus, a saliva de um animal infectado é o meio de transmissão e qualquer mamífero pode contrair a doença, inclusive o homem. Sendo que a doença é 100% fatal, destacando que tem diversos vídeos de raiva em humanos na internet, mas o último caso em humano em Santa Catarina foi na região Sul no ano de 2018.

Para o veterinário, na Região do Vale do Itajaí a doença tem característica endêmica, devido à grande quantidade de morcegos hematófagos e muitos lugares que servem como abrigo permanente, principalmente cavernas. Por isso, o controle de morcegos hematófagos, a vigilância quanto aos sintomas e a educação quanto à prevenção da doença nos animais é ativa e permanente em nossa região.

Divulgação Cidasc

O risco para o produtor rural o maior de contrair através da saliva de um animal contaminado, como os animais salivam bastante, podem contaminar o cocho com o trato ou ração. Pois o tratador, que costumeiramente tem machucados nas mãos, pode se contaminar no contato direto da saliva no alimento ou quando vai mexer na boca do animal, inadvertidamente, para ver o que pode estar causando a salivação. Em qualquer situação, quando há suspeita de contato com saliva contaminada ou morcegos hematófagos, recomenda-se lavar bem o local com detergente ou sabão (mata imediatamente o vírus) e procurar um posto de saúde para tratamento pós-exposicional. Se houver o tratamento antes de aparecerem sintomas, ela não evolui, mas quando inicia sintomas, não tem mais volta.

Orientações da CIDASC sobre raiva

Divulgação Cidasc

De modo geral, em focos confirmados de raiva algumas ações são padronizadas:
1 – Recomendar a vacinação contra raiva em todos os herbívoros da propriedade foco
2 – Visitar propriedades com herbívoros num entorno de 12km do foco, recomendando vacinação de raiva nos animais
3 – Orientar as propriedades e a comunidade em geral a comunicar a CIDASC caso haja sinais de espoliação de morcegos hematófagos nos animais (sangue escorrido coagulado nas áreas mordidas como pescoço, cernelha, atrás das coxas…)
4 – Orientar a notificar a CIDASC caso haja animais com sinais clínicos sugestivos de doenças nervosas como, por exemplo, mudança de comportamento, incoordenação motora, hipersalivação, dificuldade ou impossibilidade de se levantar e andar cambaleante
5 – Orientar sobre as formas corretas de vacinar um animal para raiva

Nos casos de notificação de espoliação de morcegos, os médicos veterinários e técnicos da CIDASC realizam controle populacional do morcego hematófago Desmodus rotundus, único que se alimenta do sangue de herbívoros e o principal vetor da doença. Esse serviço é autorizado exclusivamente para estes profissionais.

Nas notificações de suspeita da doença, o médico veterinário da CIDASC examina o animal e inicia uma investigação epidemiológica para determinar se a suspeita é ou não fundamentada.

Caso seja, aguarda-se o óbito do animal para coletar o Sistema Nervoso Central (cérebro, cerebelo e medula), local onde o vírus se aloja, para identificar o agente e confirmar o foco da doença.

 

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