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Baleias vivas enredadas foram salvas em SC

Por Judson Lima

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SANTA CATARINA – O Protocolo de Encalhe e Desenredamento de Baleias da APA da Baleia Franca foi acionado para atendimento de uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) viva enredada próximo à Praia de Canasvieiras, no Norte de Florianópolis em SC na noite da última segunda-feira (14).  O animal foi liberado com sucesso na manhã de terça-feira. Uma segunda baleia-jubarte viva enredada também foi registrada na Praia do Pântano do Sul.
Foto:Associação R3 Animal

No início da manhã de ontem (15), embarcações da Polícia Militar Ambiental-SC, do Núcleo de Gestão Integrada (NGI-Florianópolis/ICMBio) e do Corpo de Bombeiros-SC localizaram o animal, que havia sido sinalizado com boias pelo Corpo de Bombeiros na noite anterior. Seguindo os protocolos internacionais, foi avaliado o melhor procedimento para o desenredamento levando em conta a segurança da equipe e do animal.

A baleia-jubarte, um indivíduo juvenil, teve o petrecho de pesca retirado com sucesso. Aparentemente, a rede encontrada era de caceio, não fixa, e de malha simples. Ou seja, não era uma rede feiticeira.
Ocorrência no Sul da Ilha
Foto:Associação R3 Animal

Assim que a operação no Norte da Ilha foi finalizada e a equipe se deslocava para o atendimento no Pântano do Sul veio a informação de que a segunda baleia-jubarte já havia sido liberada.

Durante o final de semana, houve registro de duas baleias-jubarte mortas presas em rede: Uma na Praia da Solidão e outra próximo à Praia da Galheta, em Florianópolis.
Desenredamento de grandes cetáceos
A atividade de desenredamento de baleias é uma atividade extremamente perigosa e que só pode ser realizada por pessoal treinado e autorizado para esta atividade. Os acidentes com atividade de desenredamento já foram registrados ao redor do mundo e podem causar mutilações e até óbitos. Por isso é muito importante seguir o protocolo internacional de segurança estabelecido pela Comissão Baleeira Internacional. Em Santa Catarina, a equipe treinada e autorizada é o Protocolo de Encalhes e Emalhes da APA da Baleia Franca.
Este ano, até o momento com 14 registros de baleias-jubarte presas em equipamento de pesca no Brasil, das quais pelo menos cinco acabaram morrendo. Em Santa Catarina foram registrados até agora nove casos de emalhes de baleias. Seis baleias sobreviveram, contando com as duas liberadas hoje. Este número pode ser maior, pois só estamos considerando casos onde houve documentação fotográfica que permitiu identificar a espécie da baleia e o tipo de equipamento.
Todos os casos estão sendo investigados e serão punidos caso fique configurada pesca irregular, caso contrário não há dispositivo legal para responsabilização. É importante ressaltar que a atividade pesqueira é essencial para o território e que o enredamento é incidental, não intencional. Desta forma é imprescindível encontrar meios para que tanto a pesca como a baleia possam ocorrer no território sem prejuízo para ambos.
Migração anual
Este ano estamos com uma grande ocorrência de baleias-jubarte no litoral de Santa Catarina. As baleias-jubarte migram para o litoral brasileiro para se reproduzir, mas a principal área de concentração é o Banco dos Abrolhos, uma extensão da plataforma continental localizada no sul da Bahia e norte do Espírito Santo. As baleias-jubarte já saíram da lista de espécies ameaçadas de extinção e agora com o aumento populacional estão aparecendo com mais frequência em outros locais da costa brasileira.
Ao avistar uma baleia nadando em nosso litoral é importante que as embarcações sigam a legislação e mantenham uma distância mínima de 100 metros do animal, evitando interromper o deslocamento das baleias.
Protocolo de Encalhes e Emalhes da APA da Baleia Franca
Se encontrar uma baleia presa em equipamento de pesca não tente soltar o animal. Entre em contato com as instituições que fazem parte da coordenação do Protocolo de Encalhes e Emalhes da APA da Baleia Franca/NGI/ICMBio: Instituto Australis, Associação R3 Animal, LabZoo/Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da UNESC, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Policia Militar Ambiental.
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