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Assassino de indígena é condenado a 21 anos e 4 meses de prisão

Gilmar foi condenado a 21 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de homicídio duplamente qualificado

SANTA CATARINA – Depois de oito horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Balneário Piçarras condenou, Gilmar César de Lima acusado de matar o índio Marcondes Namblá, no município de Penha, em 2018, o julgamento foi finalizado nesta terça-feira (25).

Gilmar foi condenado a 21 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de homicídio duplamente qualificado, uma vez que o crime foi considerado de motivo fútil (briga teria iniciado em razão de um desentendimento por causa do cachorro do réu) e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima (uma vez que o Gilmar continuou com as agressões mesmo a vítima estando no chão).

Judson Lima/Foto: Luiz Carlos de Souza, NSC TV

A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz Luiz Carlos Vailati Júnior.

Na sentença, consta que foram muitas pauladas que o réu deu no professor indígena Marcondes Namblá.

“A agressão foi bastante desproporcional, com uma aparente raiva incomum. Num dos vídeos, o próprio cachorro do réu sai de perto dos envolvidos, como se estivesse assustado com tamanha violência. E mais: o réu queria ter a certeza que Marcondes não sobreviveria, tanto que retornou ao menor sinal de vida que a vítima deu. Por tudo isso, não há como ignorar que deve haver uma maior reprovabilidade na conduta do réu.”

O réu não terá direito de recorrer em liberdade por ser reincidente, já que possui contra si sentença transitado em julgado pela prática de tentativa de homicídio, devendo assim cumprir a pena em regime fechado.

Marcondes era casada e tinha cinco filhos. Era professor universitário, aproveitou as férias para vir a Penha vender picolés para ajudar no sustento da família.

 

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