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Acidentes por choque elétrico são mais comuns no verão, reforça associação após morte de jornalista no Sul do Estado

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GERAL – A morte do jornalista Tadeu Spilere, 33 anos, eletrocutado no domingo em uma festa no Balneário Rincão, no Sul do Estado, reacende o alerta para os cuidados com a eletricidade. Segundo dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em média uma pessoa morre a cada dois dias por choque no Brasil. No último levantamento, relativo a 2016, foram 1.319 acidentes com 599 mortes. A maioria delas, entre os meses de dezembro e janeiro, pois durante os dias de calor as atividades em praia e piscina são mais frequentes.

Na região Sul do país, terceira com mais registros de morte perdendo somente para Nordeste e Sudeste, foram 109 mortes. Em Santa Catarina, 38 envolvendo choque elétrico, 11 delas com acidentes dentro de casa. Em época de férias escolares, o cuidado com as crianças também precisa ser redobrado. O levantamento relativo a 2017 ainda não foi divulgado, mas a gerente executiva da Abracopel, Meire Martinho, adianta que as mortes aumentaram no ano passado.

— O calor acaba levando a pessoa a mexer com água, e água e eletricidade não são boas amigas. Há também o aumento de acidentes crianças de férias que ficam em casa. Juntando férias e verão, acaba sendo um gatilho — explica Meire.

Segundo familiares, o jornalista saiu da piscina e pegou o microfone, para cantar com o grupo de amigos. Assim que encostou no equipamento, ele sofreu a descarga elétrica e caiu. Para auxiliar a vítima de choque, o tenente Samuel Ambrósio, do Corpo de Bombeiros Criciúma, orienta três passos a serem seguidos. O primeiro e mais importante é desligar a rede para eliminar o risco e afastar a vítima do ponto com um material não condutor, como um pedaço de madeira, sem encostar diretamente para não ser eletrocutado também.

— Depois é preciso procurar ajuda, nos Bombeiros através do 193 ou Samu pelo 192. Acionado o socorro, é importante iniciar os primeiros socorros caso necessário. Se alguém no local tiver conhecimento sobre reanimação cardiopulmonar, é indicado que mantenha a massagem cardíaca até a chegada da equipe especializada — reforça Ambrósio.

A Polícia Civil vai investigar as causas do acidente e deve definir se é necessário realizar uma pericia na instalação elétrica da casa. Os bombeiros também reforçam a necessidade de manutenção nas redes elétricas, principalmente em área do litoral, pois a maresia acelera o processo de deterioração dos fios. Em casa, até a instalação de um simples chuveiro precisa ser feita por alguém com conhecimento, para evitar acidentes.

Cuidados no dia a dia

A Abracopel listou algumas medidas a serem adotadas para evitar acidentes elétricos

Na praia

Ao perceber a mudança no tempo, sair imediatamente da água. Não tem como se proteger na praia, e é um erro tentar se abrigar embaixo de guarda-sol ou árvores, que podem atuar como atrativo para o raio. O ideal é buscar a marquise de um prédio ou ficar dentro do carro. Caso não seja possível, a alternativa é se abaixar e abraçar os joelhos. O Brasil é campeão na incidência de raios e se ele atingir uma pessoa, é letal.

Atenção aos quiosques que podem ter instalações improvisadas. Qualquer escape de corrente pode energizar o balcão, por exemplo, e descarregar em quem encostar. Alerta para as crianças que podem encostar nos fios e extensões que ficarem expostos. No Brasil, a maioria dos acidentes envolvendo choque é por falta de cuidado ou improviso na hora de utilizar a energia.

Na piscina

A água é um grande condutor, e normalmente à beira da piscina as pessoas utilizam aparelhos elétricos. É preciso ter cuidado com aparelho de som, ao manusear o celular enquanto carrega, ou qualquer outro aparelho que esteja ligado na tomada enquanto estiver com o corpo molhado. O chinelo ajuda, mas não garante proteção total.

Evitar mexer no som do carro, bateria ou qualquer parte elétrica, quando estiver com o corpo molhado. Existem registros de acidentes dessa natureza, pois pode haver alguma fuga de corrente como ocorre em outras redes.

No sítio

Normalmente a rede aérea fica próxima das residências, então é preciso cautela. Qualquer material que encostar nos fios, ou em um poste energizado, vai conduzir a carga para quem o estiver segurando. O cuidado com temporais é o mesmo em relação à praia, sair da área aberta para não ser o ponto mais alto e atrair raios. 

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