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A Segurança Pública Civil parou a Capital e agora vai parar o Estado!

Por Judson Lima

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SANTA CATARINA – O SINPOL-SC mobilizou na tarde desta terça-feira (20), em frente à Assembleia Legislativa em Florianópolis, servidores da segurança pública civil de todas as regiões do estado.

Em um movimento histórico, que reuniu mais de 3000 (três mil) servidores da segurança pública civil, contou com a participação das entidades representativas da Polícia Civil, Polícia Penal, Agentes Socioeducativo e Instituto Geral de Perícias, foi deliberado em assembleia geral extraordinária que a operação padrão, iniciada nesta segunda-feira (19) será mantida até o término do mandato do Governador Carlos Moisés da Silva, tendo em vista que o governo, com o envio do projeto de reforma da previdência, não olhou para a Segurança Pública Civil de Santa Catarina com dignidade e justiça, retirando drasticamente uma série de direitos dos servidores da segurança pública civil.

Foto: SINPOL-SC

A operação padrão deflagrada pela Polícia Civil em conjunto com as demais operações das carreiras da Polícia Penal, Agente Socioeducativos e IGP tende a colocar o sistema de segurança pública do Estado em colapso, chegando até mesmo a paralisar atividades essenciais do Estado.

Com o início da referida operação, diversas atitudes serão tomadas, como, por exemplo, o não recebimento de presos no sistema penitenciário, tendo em vista a superlotação das celas e a não condução de viaturas que não estejam em condições adequadas ou para as quais os servidores não possuam o Curso de Condutor de Veículos de Emergência.

A ausência de um olhar específico e diferenciado à segurança pública civil, com a perda de direitos históricos das categorias, estimulará um espírito de desmotivação nas instituições, em particular, em cada Policial Civil que trabalha diuturnamente e independentemente da pandemia da Covid-19, no controle da criminalidade e no combate à impunidade.

A aposentadoria com requisitos específicos dos policiais civis, principalmente o direito a integralidade e paridade, é um direito historicamente adquirido e tem como fundamental objetivo a compensação pela atividade de risco que se desenvolve. Isso não significa, de maneira alguma, privilégio, pois a carreira do policial civil é repleta de complexidades, já que sua própria vida está na linha de frente no combate ao crime.

O SINPOL- SC continua forte na luta em prol dos profissionais que garantem a segurança de toda a população catarinense. Fazer segurança pública de qualidade não é tarefa fácil, assim, uma previdência justa respeitando os direitos historicamente conquistados é o mínimo que esses profissionais merecem.

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